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Gestão Financeira

2020, ano totalmente atípico, marcado pela pandemia da Covid-19. Ano que gerou incertezas, insegurança, intranquilidade, indefinições, projeções sem perspectivas e muito desgaste físico e mental.


Todavia, a história retrata períodos e momentos semelhantes ou ainda mais desastrosos do que este que passamos em 2020. Cabe salientar os registros de fatos marcantes como: a 1º Guerra Mundial (1914 -1918), a denominada Gripe Espanhola (1917 – 1918) e a 2º Guerra Mundial (1939 - 1945), períodos com dizimação de milhões de vidas humanas. No entanto, tudo já passou e a humanidade se recompôs com novas adequações, aprendizados e evoluções na capacidade de conviver com as dificuldades e ultrapassá-las.

Portanto, para vencermos ou continuar vencendo, temos que estar imbuídos, no mínimo, de muita dedicação, de comprometimento, de controle e de inovação. Essas mesmas virtudes devem estar direcionadas às nossas empresas, independentemente do tamanho e ou da sua grandeza. O empresário não pode, simplesmente, esperar e ver o que acontece, mas, sim, deve agir, planejando constantemente o seu negócio, mediante inovações em busca da superação.

Para se ter uma empresa organizada, bem-sucedida e com crescimento estável, é necessário manter a área financeira saudável, com controles internos adequados que darão lastro à perenidade.

A gestão financeira de qualquer empresa passa pela organização e pelo controle, separando os valores pessoais dos valores da empresa, jamais misturando-os. As despesas e investimentos familiares do empresário ou sócio devem ser sustentadas pelas suas finanças pessoais, oriundas do seu pró-labore aliado às de distribuições lucros que a empresa venha a efetuar. Jamais utilizar os recursos financeiros da empresa para pagar as “contas e despesas pessoais dos sócios”.

É comum nos depararmos com empresários que alegam que o seu negócio não gera lucros, mas, ao serem questionados sobre as finanças da sua empresa, mediante uma análise simples do Fluxo de Caixa Financeiro (quando existe) e a Demonstração de Resultado, observa-se que praticamente inexiste a rubrica “Pró-Labore”, ou seja, os valores são muito baixos, normalmente equivalentes a um salário mínimo mensal.

Por sua vez, o empresário, independentemente de ser o único sócio ou não, alega que não tem pró-labore, no entanto, com o aprofundamento das conversações, nota-se que vários gastos pessoais e familiares, como viagens  (para o Nordeste, USA e Europa), celulares, combustíveis, seguros, oficina mecânica, escola dos filhos etc., são pagos, irregularmente, pelas finanças da empresa. Ora, isso demonstra total falta de controle interno e desvio de foco empresarial.

Com raras exceções, responsáveis pelo setor financeiro justificam que a organização efetua a distribuição de lucros aos sócios. No entanto, faz-se aqui um alerta: consultem e busquem informações adequadamente com o seu contador, pois é o profissional que poderá melhor orientá-los, justamente para evitar futuros problemas fiscais e tributários, gerando um passivo oculto, visto que a distribuição de lucros possui normatização clara da Receita Federal do Brasil.

 

Pare e pense! Faça, constantemente atualizações, pois nos momentos difíceis é que temos que exercer nosso espírito de criatividade, com posturas e atividades proativas e vencedoras.

 

Professor Sérgio Nikolay



Crédito foto: Scott Graham


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